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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pessoas que Amam Demais



Respondamos a essas perguntas:

Você sente que é responsável pela satisfação das necessidades de outra pessoa? Seus sentimentos, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino? 

Sente-se culpado pelo sofrimento alheio? 

Você costuma dizer "sim" quando queria dizer "não"? 

Está mais preocupado com a satisfação das necessidades do outro do que com a sua?

Procura constantemente provar aos outros que é bom o suficiente? Tem dificuldade em aceitar a possibilidade de erro? 

Procura constantemente a aprovação dos outros para suas atitudes?

Você submete-se a abusos para não perder o amor de outras pessoas? 

Talvez, as respostas destas perguntas nos levem a montar um histórico de nossas vidas, onde encontraremos muitas lembranças das sensações provocadas por essas atitudes. Ou então, com certeza já ouvimos falar destas histórias de amor, amizade, sociedade... Onde uma das partes está passando por alto grau de sofrimento, por ter se doado demais e não ter obtido o justo reconhecimento ou retribuição. Essas pessoas no auge de sua entrega, não percebem a diferença entre dar o melhor de si e perder sua própria identidade. Quando deixamos de mostrar o que nos incomoda, quando dizemos sim a tudo, ou nos espelhamos nas atitudes do outro, a tal ponto de nos tornarmos uma extensão deste, vamos deixando de mostrar o que inicialmente atraiu esse relacionamento. Na contra-mão destas afirmações, quando nos impomos e deixamos de ouvir e ver o outro, reconhecendo-o em suas necessidades e anseios, criamos barreiras, muitas vezes intransponíveis, para a obtenção de um relacionamento satisfatório.

Quando estamos no auge de nosso envolvimento, não percebemos o quão invasivos ou nulos nos tornou essas atitudes, apenas nossa entrega total ou o quanto nos sacrificamos e fizemos pelo outro, fica perceptível. E como nossa felicidade está depositada nas reações do ser amado, vivemos angustiados e infelizes, muitas vezes com medo, sem saber identificar o porquê destas ansiedades.

Nossa capacidade de entrega deve estar baseada dentro das limitações de nossos sentimentos, ou seja, para amar integralmente ao outro, devo aprender a me amar primeiro; para aceitar ou recusar opiniões alheias, devo ter conteúdo e convicções pessoais e principalmente nosso agir deve estar equilibrado entre os ganhos e perdas em que nossas atitudes nos conduzem. Ao olharmos primeiro para dentro de nós, entendendo nossas necessidades de afeto, aceitação e compreensão, aprendemos a respeitar e entender o outro em seus anseios e limitações, criando um ponto de equilíbrio nas relações.


Como obter esse equilíbrio?

Na busca do autoconhecimento, pois quando aprendemos a revelar nosso melhor, compreender e superar nossos medos, e nos responsabilizarmos exclusivamente pelas nossas escolhas, estaremos no comando de nossas vidas e entre acertos e erros desenvolvendo e nos tornando a cada dia um ser humano melhor.

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